4 de setembro

 

 

Rato Herói

 

Disse o Senhor a Caim: onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: não sei; acaso sou eu tutor de meu irmão? Gênesis 4:9.

 

Além de dizer que os ratos são ótimas cobaias e potenciais transmissores de doenças como a leptospirose, pouco ou quase nada de bom se pode escrever sobre eles. Mas Fido, um rato branco inglês, fez algo difícil de acreditar. Foi na cidade de Torquay, próximo a Londres, Inglaterra. Lisa Gumbley e as duas filhas, Megan, nove anos de idade, e Shannon, três, dormiam no segundo andar de sua casa, quando um curto?circuito no aquecedor elétrico do primeiro andar provocou uma faísca e se alastrou com rapidez entre carpetes e cortinas.

A história teria um fim macabro se no primeiro andar não estivesse Fido, o ratinho branco. O calor incomodou o roedor que, não se sabe como, conseguiu abrir a porta da gaiola. Outro mistério: ao invés de fugir, como seria de se esperar de um rato normal, ele atravessou o carpete em chamas e subiu a escada que dava para o segundo andar, que também já estava pegando fogo. Chamuscado, Fido chegou à porta do quarto de Megan e Shannon e pôs?se a guinchar e a arranhar a porta. Impossível saber quanto tempo ele ficou ali, mas o fato é que Megan acordou e abriu a porta. O resto da história você pode imaginar.

Um detalhe interessante é que no andar onde o fogo iniciou dormia Boris, um cão pastor-alemão, que só acordou quando a família em fuga o arrastou para fora. As manchetes dos principais jornais ingleses deram o merecido destaque a Fido: "Rato salva família de morrer em incêndio".

Quando um navio está afundando, dizem que os primeiros a abandoná-lo são os ratos. Eles são até comparados aos que vêem a "casa pegando fogo" e simplesmente abandonam o "navio" para salvar apenas a si mesmos.

Fido, o ratinho herói, nos motiva a lembrar-nos dos outros. A lembrar, porque a coisa mais fácil que existe no mundo é esquecer.

Há frases de efeito que estimulam isso: "Os outros que se virem"; ou, "Eu quero mais é cuidar de mim". Elas bem que poderiam ser atribuídas a Caim, autor de uma frase de sentido igual: "Acaso sou eu guardador de meu irmão?"

Pequenas manifestações de interesse pelo outro têm efeito cumulativo em nossa vida. Por isso, é importante lembrar de agradecer, de cuidar, de perdoar, de dar passagem, de ajudar, de sorrir, de amar.



Rato branco